Olá, Tracinhas!

Mês passado devido a problemas técnicos não conseguimos dar conta das duas remessas de email necessárias, então esse Mês vamos de dose dupla, preparados?

Em maio, o foco das dicas do Bibliopreta será o feminismo africano e especialmente duas teóricas muito especiais, Amina Mama, e Fatima Meer.

Amina Mama

É uma uma escritora, acadêmica, professora e pensadora da Nigéria, que entende a luta de gênero no contexto pós colonial e descolonial nigeriano, e do Continente como uma junção entre teoria e ativismo, e uma não conformidade confortável ao feminismo de Estado, sendo a busca pela real isonomia sua meta principal. Amina nasceu na Nigéria, estudou na Inglaterra e nos EUA. E é uma das mais potentes vozes do feminismo negro africano contemporâneo. Segue um pouco das influências e da biografia dessa deusa (link em inglês).

Sobre a inserção de lideranças políticas femininas num contexto desenvolvimentista e a luta real por isonomia de Gênero: Feminism or Femocracy? State Feminism and democratisation in Nigeria

Sobre as diferenças na construção da luta de gênero e da pesquisa na área dentro e fora do continente Africano: What does it mean do feminist research in African context?

Fatima Meer

Fatima Meer, nascida em Durban, é uma escritora, acadêmica e historiadora de origiem afro-indiana da África do Sul que lutou pela defesa dos direitos das mulheres, contra o apartheid e sacrificou seu bem estar em nome daquilo que acreditava. Leia um pouco da biografia dessa linda aqui.

Fatima, apesar de estar fora do binômio negros e brancos, como mulher e racializada em um país em apartheid, escreve sobre como a construção cultural sulafricana sob o racismo estruturado e o machismo tradicional cria uma outra espécie de divisão de castas.

Acesse o livro em inglês: Mulheres na sociedade do Apartheid.

Gostou? Quer mais? Que tal um livro inteiro de escritoras de diversos lugares, Nigéria, Africa do Sul, Zimbábue, Mali, Tanzania? Tem também!

Africanas, aportaciones para la descolonización del Femenismo traz ensaios das maravilhosas acima, mais um monte de mulher foda escrevendo sobre feminismo descoloniar em África.

Um beijo tracinhas e boa leitura!

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