Alice Malsenior Walker. Oitava filha de um casal de agricultores meeiros, a autora nasceu em 9 de fevereiro de 1944, em Eatonton, Georgia.

Célebre autora do romance A cor púrpura e do conto The Flowers, escrito a partir da canção popular Strange Fruit, foi quem criou, no meio dos anos 80, em pleno feminismo da diferença, o termo Womanism. O Mulherismo.

Segundo a definição de Alice a mulherista “estaria para ta feminista branco assim como o púrpura está para o lavanda”.

Seria o Mulherismo uma forma de afeto, apoio mútuo e organização política específica de mulheres negras, focada em mulheres negras e para mulheres negras (lembrem da Collins) caracterizada por: mulheres que amam outras mulheres, de forma sexual ou não, que apreciam e preferem a cultura, o saber e a companhia de outras mulheres.

O Womanism de Alice Walker traz para a discussão das relações sociais e políticas entre mulheres como uma escolha, uma opção, e uma preferência. Que esse apoio mútuo, essa solidariedade, foram cruciais para a manutenção das comunidades negras ao longo da História do pós abolição.

Muitos homens escaparam de fazendas dos territórios do sul para o Norte, ou migraram para o Canadá após 1790 deixando suas famílias, na esperança de voltar depois, ou de melhores condições de trabalho. As rotas de fuga não eram exatamente seguras para crianças e mulheres. E o trabalho no Sul pós escravidão como arrendado pagaria menos do que o de um profissional liberal livre com habilidades no Norte. Além de que os linchamentos e prisões eram ainda muito frequentes para que ficar fosse seguro. Esse movimento populacional também era arriscado, e a violência das leis estaduas de migração tentando impedir negros livres de migrar era uma ameaça constante.

Essas comunidades de mulheres e crianças tiveram que se reorganizar em torno do apoio mútuo, da criação conjunta ou crianças, da educação nas igrejas e escolas comunitárias e se auto organizar para que os homens que ficavam, seus maridos, filhos e pais não sofressem as consequencias das políticas de segregação.

Alice cria um conceito de luta de gênero a partir de uma noção de raça, comunidade, responsabilidade e sociabilidade e envolvimento inclusive sexual com outras Mulheres.

Clenora Hudson ao entrar em contato com esta e outras teorias de gênero, vai discordar veementemente e poucos anos depois lança Mulherismo Africana, o outro lado da moeda, um ensaio em que rebate a necessidade de uma luta de gênero dentro da luta de raça.
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(Mia deosa como Alice era gata… suspiro)

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