Toda vez que alguém desinformado associa Feminismo Negro a apoio ao genocídio da população masculina preta, Ida Wells se revolve no túmulo.

Ida B.arnett-Wells (16 de julho de 1862 a 25 de março de 1931), mais conhecida como Ida B. Wells, foi uma jornalista, editora de jornal, sufragista, feminista e socióloga norte-americana.

Uma das precursoras do movimento dos direitos civis, Wells também foi uma das fundadoras da National Association for the Advancement of Colored People (NAACP) em 1909 com a ajuda do Partido Republicano o qual a pertenceu .

Ela liderou uma cruzada anti-linchamento nos Estados Unidos na década de 1890 fazendo o primeiro mapeamento dos crimes e a denúncia direta das motivações dos linchamentos com racismo.

Assim como seu pai, frequentou a Universidade Shaw, sendo expulsa por comportamento subversivo após confrontar o reitor.

Ao mapear os linchamentos ocorridos no Mississipi e suas causas, prova em um magnífico trabalho jornalístico que eles não eram resultado de crimes, mas de competição de negros com brancos pelo mercado de trabalho e pela atenção de mulheres.

Após as denúnicas, Wells tem seu jornal queimado, sua vida posta a prêmio e tem de fugir do sul, rumo a Nova York.

Este período coincide com sua ruptura com o movimento sugrafista branco que havia se voltado ao KKK democrata.

Nesta ruptura, Wells escreve uma crítica ferrenha a Susan Anthony por seu não posicionamento quanto ao racismo do movimento democrata no assunto dos linchamentos.

Em Nova York, recebe inúmeras doações para reconstruir seu jornal e ajuda a fundar diversas organizações de mulheres, e há um novo movimento de fomento da militância negra feminina que Angela Davis vai chamar em Mulher Raça e Classe. de Era dos Oranizativos de Mulheres Negras, ou Era dos Clubes de Mulheres. Esse renascimento foi crucial para o sucesso dos movimentos de direitos civis décadas depois.

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